Realmente a coisa aqui ficou turva, ventou, chuva
de granizo caiu a rodo e tudo mais, no entanto acho que já é hora de começar a
costurar a lona do circo, refazer a maquiagem e me jogar no espetáculo da vida,
pois é isto que gosto de fazer. Viver!
Levantei com a corda toda e para tristeza de
muitos, já ouvi um montão de coisas da trilha sonora que acompanhou e é claro,
ainda acompanha momentos muito bem vividos de minha prosaica existência. Não se
assustem, mas aqui hoje rolou até o presente momento música de todo tipo.
Fagner, Milton Nascimento, Martinho da Vila, Elymar Santos, Chico Buarque,
Flávio Venturini, Elis, Ney Matogrosso, Jair Rodrigues, Francis Hime, Jobin,
Quarteto em Cy... Já ouvi inclusive o Canto do Pajé, para espantar espírito de porco que insistir em tentar me tirar da graça (agora mesmo um
acabou de me telefonar).
Tem nego (ainda posso falar assim ou isso não é
politicamente correto? Serei julgada como preconceituosa? Desculpem-me, mas
pelo rol dos intérpretes que citei aí em cima, é possível sentir que o que não
tem vez aqui é preconceito seja lá do que for) que fica o tempo todo me
testando, pra ver até onde vai minha paciência. Garanto que mesmo tendo ficado
mais elástica com o passar dos anos, pode arrebentar a qualquer momento...
Semana passada, ainda vivendo um turbilhão de
problemas, passei no supermercado fazendo comprinhas de última hora, chegando ao
caixa onde foi registrado o valor de R$ 43,70 , tirei da carteira exatamente o
que me foi cobrado distribuído em duas notas de vinte e seis moedas (três de um
real, uma de cinquenta centavos e duas de dez centavos). A lindinha que me
atendia, dirigindo-se a minha pessoa pergunta se não tinha alguma nota de dez
reais. Aí é minha vez de indagar se o valor que entreguei estava errado e
ela me responde que não, mas no caixa já tinha moedas demais e ela queria me
dar algumas... Hã? Como assim? Me belisca que devo estar dormindo. A fofa
queria me dar seis reais e quarenta centavos em moedas para esvaziar o caixa
dela? Juro que não a mandei catar coquinho, limitei minha resposta ao simples não.
Uma pausa aqui para informar que exatamente agora
estou ouvindo Jair Rodrigues cantando Luar do Sertão... Em dias que estou
assim, ninguém me segura!
Vou então ao sapateiro levar uma bota que é
relativamente nova, mas descolou um lado do salto. Quando mostro o que tinha
acontecido, o atendente diz que precisava tirar o salto, fazer uma pequena
costura por dentro para a coisa ficar bem feita, mas que ia apenas dar
uma colada e quando soltasse novamente, eu voltava lá pra ele fazer o serviço
direito. Eu estava calçada (até com outro par de botas), então aquilo não era
um acidente que tinha acabado de acontecer na rua e me deixado descalça. Saí
de casa exclusivamente para ir providenciar esse concerto e ele diz que vai
mandar fazer um reparo meia boca e quando descolar novamente eu tenho que
voltar lá? Fui até lá por conhecer o serviço deles e saber que trabalham bem,
além de terem um preço compatível com o que posso pagar. Ele estava me
sugerindo usar aquelas botas correndo o risco de descolar o salto no meio do
caminho? Fala sério, era isso mesmo?... É estou vivendo um momento de muita luz
mesmo, pois qual foi minha reação? Nenhuma, disse apenas que gostaria de fazer o
serviço necessário para a bota ficar legal, sem riscos de me deixar na mão ("até porque o
lugar que uma bota deve ser usada é no pé" - não, essa parte eu não falei).
Hoje em minha agenda é dia de faxina em casa. Faço isso as segundas-feiras, pois a casa fica arrumada a semana inteira e não me
preocupo com a circulação do final de semana com medo de ter tudo desarrumado -
aprendi esse esquema com minha mãe, que o desenvolveu depois que nos casamos e
chegávamos nos finais de semana com nossas crias a desorganizar seu esquema de
casa onde agora só vive o casal). Pensam que fui
faxinar? Eu não, hoje o dia é meu. Vou ouvir muita música ainda, visitar blogs,
responder e-mails, ver TV, fazer crochê... Pena que vai ficar faltando tomar um
"ovomaltine tipo suíço" (que não existe mais no mercado pra vender,
só o famigerado "chocolate" que é doce demais para o meu gosto),
curtindo esse friozinho que adoro!
Desculpem-me, mas agora vou circular na net,
ouvindo neste momento Evinha... Não é sessão nostalgia. É sessão me
encontrando com Renata Guidinha. Beijos e até...
Ando tão perigosa que deixei até a filha cortar o meu cabelo...
Divirto-me
com a reação de uma pessoa que pensa me conhecer, ao ler
esta postagem falando do meu gosto musical... Até agora só ouvi meus
cds, mas vou procurar na net e se achar, ainda quero ouvir hoje o
"Fuscão Preto"!