Sonhar... Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão



Parece mentira, mas já sonhei em ser caminhoneira. Tem uns sonhos muito doidos que acontecem no decorrer da vida da gente, a sorte é que Deus é Pai e a maioria deles não se concretiza. Não tenho nada contra ser caminhoneiro, mas não consigo me imaginar hoje tendo vivido essa história, embora tenha conseguido realizar meu sonho de dirigir caminhão. Na verdade ainda sou apaixonada por caminhões e curto a rmula Truck. Assisto sempre que posso na TV aos programas "Brasil Caminhoneiro" (SBT), O Pé na Estrada (Band) e outros que não são nacionais. Eu queria ter um caminhão, assim como também queria ter um trem (daqueles antigos) no quintal. Tudo impossível já que nem quintal eu tenho... Descobri que gostaria de ter essas coisas como "brinquedo".  


Sonhei em tocar piano estrada a fora, mas sonhava também em ter filhos e uma vida bem tranquila...

Estrada a fora encontrei um amor que não sonhava, passamos a sonhar juntos mesmo que os sonhos fossem diferentes. As filhas chegaram à medida certa dos sonhos... A vida nem sempre é tão tranquila, querer isso é devaneio.

A madeira do piano virou árvore. A "pianista" virou bióloga amante da música e sonhando voei.

Sonhava em não ter nada para fazer ou fazer tudo ao mesmo tempo. 

Sonhava morar em uma grande metrópole (no mínimo a cidade de São Paulo), hoje até onde vivo já acho cidade grande demais e desejo viver na cidadezinha da poesia de Mário Quintana...

                                                Cidadezinha cheia de graça…

                                                Tão pequenina que até causa dó!

                                                Com seus burricos a pastar na praça…

                                                Sua igrejinha de uma torre só.

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                                                Nuvens que venham, nuvens e asas,

                                                Não param nunca, nem um segundo…

                                                E fica a torre sobre as velhas casas,

                                                Fica cismando como é vasto o mundo!…

—-

                                                Eu que de longe venho perdido,

                                                Sem pouso fixo ( que triste sina!)

                                                Ah, quem me dera ter lá nascido!


                                                Lá toda a vida poder morar!

                                                Cidadezinha… Tão pequenina

                                                Que toda cabe num só olhar…



O melhor de tudo é me dar conta do quanto é imprescindível sonhar... E quando se tem um amor que sempre incentiva os nossos sonhos, onde é que isso vai parar? Ontem me vi procurando mudas de cambucá, cabeludinha, abiu e outras coisas do gênero na internet... Eu heim!!!! Sonha Guidinha, sonha...
Tenho uma amiga muito especial que conhece bem os meus sonhos. Sabe que ganhar uma jaca é um sonho pra mim. Olhem bem o que ganhei dela!!!! Carnaval consumindo dezenove quilos de sabor.










Regras da casa...


Conversando sobre refeições com uma amiga, acabei me lembrando da importância de uma mesa familiar...


Faz algum tempo, vivemos uma situação interessante durante uma de nossas refeições familiares. Estávamos jantando, os habitantes de nosso chatô acrescidos de duas crianças do grupo familiar, uma menina e um menino de seis e sete anos respectivamente.

A menina, que frequentava com menos regularidade a casa, levantou-se assim que acabou de consumir o que havia em seu prato. Uma de minhas filhas chamou a sua atenção, pedindo para que retornasse a mesa, pois aqui ninguém se levanta antes que todos terminem as refeições. Explicou que não nos sentamos apenas para comer e sim para conversarmos, fazermos companhia uns aos outros. A pequena achou tudo muito estranho, mas não se opôs a retornar para nosso grupo. Ao mesmo tempo em que o menino, já habituado a participar de nossas refeições, resolve explicar que aqui é assim. “Nessa casa é preciso obedecer às regras e as regras são coisas necessárias para organizar a vida”- filosofou o moleque.

No dia seguinte, reunidos na casa de minha mãe, essas mesmas crianças estavam partilhando uma refeição com outros primos mais velhos. A menina foi logo avisando - "Não podemos levantar antes de ninguém. São as regras de tia Renata."

Depois desses dois episódios, percebi que na verdade isso não foi imposto em nossa casa, as coisas foram acontecendo com naturalidade desde que nos casamos e seguimos assim com a chegada das filhas. Sempre fizemos nossas refeições juntos e esses momentos são muito prazerosos. A mesa é arrumada com carinho, a comidinha é simples, as travessas são organizadas com capricho tendo sempre o envolvimento de todos nessas tarefas. A conversa rola solta, mesmo se o tempo for curto. Perdi a conta das vezes que no decorrer dos anos, os horários das refeições foram revistos só para conseguirmos conciliar refeições familiares x atividades profissionais ou escolares. Não perguntem como, mas conseguimos. Hoje concluo que nossa família foi construída ao redor da mesa de refeições.
Só cria vínculos e tem intimidade, aquele que convive, partilha, está junto... Assim, seguimos nos aninhando por aqui, tendo nossa mesa como um grande referencial familiar.


 















Amor entre gerações... #52semanasdegratidão

Ausente aqui do Blog por não conseguir administrar o tempo da forma que desejo, chego hoje aqui para falar de gratidão, incentivada pela proposta da Elaine... (Aqui)
                              
                                                      *

Sou no momento, parte da geração base de minha família paterna, ou seja, o meu pai Renato e seus dez irmãos - Wilson, Milton, Risoleta, Odilla, Altair, Dirceu, Léa, Alair, Carlos e Carlúcio, já faleceram. Assim meus primos e eu, somos a geração mais velha atualmente. Embora tenha primos das mais diversas faixas etárias, alguns com  80 anos ou mais, mesmo sendo muito mais velhos que eu, somos todos representantes de uma mesma geração familiar. Depois de nós, vieram outras, e mais outras. Formamos um clã numeroso.
Comecei a ter acesso aos arquivos familiares guardados por meu pai e duas de suas irmãs... Fui descobrindo um mundo novo, descobrindo minha essência. Tomando ciência real de quem sou.
Em 2016, minha prima Jussara, sem mesmo ter noção da importancia do seu ato em minha vida, me entregou uma caixa com cartas trocadas entre seus pais ao longo do tempo de namoro e inicio do casamento (1942/1954). São mais de 300 cartas. Essas cartas não estavam em ordem e foi um trabalho muito grande coloca-las numa sequência cronológica. Digitalizei tudo. No momento estou transcrevendo-as para facilitar a leitura de outras pessoas. Já estão completamentes organizadas e arquivadas de maneira que possam ser lidas sem o contato manual, para que não se danifiquem.
A medida que vou transcrevendo, viajo no tempo e tenho um encontro maravilhoso com meus antepassados. Vou me identificando com a maneira de escrever, com os fatos relatados, vou me descobrindo.
E o que isso tudo tem a ver com gratidão? A gratidão por meus amados tios Almir e Léa (cunhado e irmã de meu pai) terem guardado pela vida toda a correspondência trocada por eles, a gratidão por minha prima Jussara ter confiado a mim este trabalho, a gratidão a Deus por me permitir viver experiência tão única e especial. A gratidão destas cartas terem sido só o começo das coisas que foram chegando as minhas mãos e hoje reforçam  minha identidade. A gratidão a Deus por permitir que eu organize, registre e transmita as gerações seguintes a história de nossa família, com provas materiais  de que os nossos laços sempre foram feitos com fitas de amor. A gratidão de sempre ter me sentido tão amada, a gratidão por ter um família para amar.


                                               
#52semanasdegratidão  - Blog da Elaine Gaspareto

Brincadeira de roda?




Estou ouvindo as crianças da escola que fica aqui ao lado brincarem de roda. Fico feliz em saber que estão interagindo sem a necessidade da tecnologia. Vou escutando as letras das músicas que são as mesmas de minha infância e continuo sem entendê-las... 

 “Terezinha de Jesus,
de uma queda foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos de chapéu na mão
O primeiro foi seu pai
O segundo seu irmão
O terceiro foi aquele
Que a Tereza deu a mão
Quanta laranja madura
Quanto limão pelo chão
Quanto sangue derramado
Dentro do meu coração
Terezinha levantou-se
Levantou-se lá do chão
E sorrindo disse ao noivo
Eu te dou meu coração
Da laranja quero um gomo
Do limão quero um pedaço
Da morena mais bonita
Quero um beijo e um abraço.”

Essa tal de “Terezinha de Jesus” era uma mocinha muito esquisita...  Desde cedo não tinha a mínima ligação familiar e era bem deselegante. O pai e o irmão vieram acudi-la e foram dispensados. Preferiu o socorro de um terceiro. Deixou pai e irmão com cara de tacho depois da desfeita que fez. Eu, heim! Se ela recusou ajuda, que ficasse onde caiu.  
Deduzo que o tombo de Terezinha deveu-se a um tropeço no limão ( Essa parte da letra deve ser fala de Terezinha).  A coisa foi muito grave. Teve uma hemorragia no coração. O sangue derramou todo dentro dele... A moça era forte, muito forte. Apesar do tombo e sua gravidade, conseguiu levantar e ainda se desmanchar em amabilidade para uma criatura que até aí só se sabia que era o terceiro e do nada vira noivo.  O pai e o irmão deviam estar tão desesperados com as indelicadezas da moça que logo elevaram o cara a categoria de pretendente  comprometido. Deu a mão? Tem que casar! Assim Terezinha casava e ia tropeçar em outro terreiro rapidinho.
Também presumo que Terezinha era morena. Se não era, o noivo já estava pensando em traição. Chego a esta conclusão por achar que a última estrofe é fala do noivo...  Bom, não conheci nenhum deles, mas esse cara pareceu-me muito estranho ou estava com tanta fome que até limão comia. Da laranja queria um gomo e do limão pedia logo um pedaço. Que tipo de gente pede um pedaço de limão? Era caso de ficar de pé atrás, pois se tratava de alguém muito suspeito...

Minha vontade é de ir à escola onde as crianças estão brincando de roda e perguntar se elas conhecem Terezinha e se entenderam alguma coisa dessa história. No meu caso, mesmo depois desses anos todos, ainda carrego má impressão dela. Será que o título de música não seria “Terezinha? Só Jesus!”.
Alguns estudiosos do cancioneiro popular interpretam a coisa  de maneira completamente diferente. Fazem alusão a Terezinha como se fosse “Santa Terezinha do Menino Jesus”. Dizem que a queda seria moral e o socorro da Santíssima Trindade. O Pai (Deus), do Filho (Jesus) e o Espírito Santo.  Convenhamos que esta fundamentação religiosa até pudesse ter sido pensada, mas de onde saiu esse limão? Onde está a religiosidade em querer um abraço da morena mais bonita, meu Deus?
E agora depois de tanta filosofia barata (de minha parte é claro) começo a tentar entender os motivos da briga do “cravo com a rosa”. Acho melhor que essas crianças parem de brincar de roda e passem a pular amarelinha. Minha cabeça já está viajando demais.


A plataforma em que meu blog está hospedado acaba de me lembrar que ele existe (para que eu renove o domínio). Foi bom, pois dei uma paradinha no que estava fazendo e vim até aqui. Faz-me muito bem. Saio um pouco dos trabalhos com um projeto ambicioso em que me meti (se tudo der certo um dia eu conto) e me ajuda a "reencontrar" tanta gente deste mundo virtual, que deu suporte para a que eu fosse à busca de muita coisa que representa o meu jeito Guidinha de viver. O problema é que quando a gente entra na blogosfera, começa a querer ler tudo que os outros estão publicando. Bom, o trabalho com o tal projeto só vai ser retomado na próxima semana. Quero viajar por aqui... 
 


Meu mundo mingau...



Estava agora preparando mingau e começo a rir sozinha... O Dia das Mães terminando e eu cuidando de quem? De mim... Sou mãe e filha dedicadíssima, mas não deixo de fazer as coisas que me dão prazer. Inclusive sinto prazer em preparar o mingau que vou consumir sem  esquecer de levar para minha mãe também que mora logo ali.
Sinto-me bem esquisita com relação à maioria das pessoas. Não tenho nada de radicalismos em minha alimentação, porém ela é muito peculiar. Não me dou bem com chocolate, coisas muito açucaradas ou puxadas no sal. Geralmente não coloco açúcar em nada liquido que vá consumir. Vai tudo na base do natural. As pessoas pensam que sou adepta a alguma dessas formas de alimentação que se vê por aí. Nada disso. Apenas questão de paladar mesmo.
Daí a questão do mingau. Eu como mingau, ué!
Mingau de aveia (só com leite e canela ou leite canela, maçã ralada e canela). No caso do mingau de aveia, tenho meu jeito especial pra preparar. Primeiro cozinho a aveia na água. Depois que já está cozida, acrescento o leite. Deste jeito não queima ou fica agarrando no fundo da panela; (Usei ponto e vírgula! Que coisa estranha... Estava com saudade de usar ponto e vírgula.)
Mingau de amido de milho (leite, amido, raspas de limão ou laranja e canela);
Mingau de Sagu (com leite e canela ou leite, leite de coco e canela)...
Posso variar com milho, tapioca, mistura láctea, etc. Se parar pra pensar quase que tem receita diferente o mês todo. Sinto falta de mingau quando viajo, acreditem. Mas, tem um “mas”... Mingau só fazendo friozinho. E o detalhe de ter que ser na caneca? Mingau no prato não rola. Preparo as canecas com o mingau, cubro com filme plástico e coloco na geladeira. Na hora de consumir é só levar ao micro-ondas.
Quem chega aqui e ofereço um mingau antes de dormir ou pela manhã, me olha esquisito e pergunta “Mingau?” Gente, tem outras coisas! Têm pães, frutas, leite, café, suco, queijo, açúcar, adoçante... O resto da família é normal!
O que é que ando fazendo para estar postando tão pouco? Acho que curtindo minha vida mingau... 

Tem horas que ainda sou essa aí...

  
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