Taipa do fogão...

Esta postagem de hoje é uma homenagem para a querida Leninha e para todos aqueles que um dia tiveram a graça de se reunir lá na taipa do fogão. Só quem já viveu isso, tem a noção exata da magia que envolve esse congraçamento familiar aquecido e embalado por causos e mais causos...

É a letra de uma música do meu inesquecível Pe Léo, que nunca foi cantor, mas que transbordava emoção e simplicidade com os seus cantares mineiros.


"Na Taipa Do Fogão 
 
Quando eu morava na roça, oh meu Deus como era bom.
A gente se reunia lá na taipa do fogão.
Mandioca, milho e cana era nossa plantação.
E tudo se resolvia lá na taipa do fogão.
Meu pai sempre nos dizia :Eu não gosto de fofocas,
enquanto papai falava, mamãe rebenta pipoca.
Às vezes vinha um sanfoneiro, eu pegava o violão 
e muito se divertia lá na taipa do fogão.
A vida na roça é dura, aumenta as dificuldades.
Nós um dia resolvemos vir embora,cá pa cidade.
Cheguemos de tardezinha em cima de um caminhão.
Já estava com saudade lá da taipa do fogão.
Apeamos a mudança, pôr as tralhas no lugar.
Enquanto tem luz do dia, é preciso trabalhar.
Às seis horas vão jantar, a comida esfriou,
o meu pai ficou zangado e pra minha mãe olhou.
Foi só ai que percebemos, quando vimos o botijão,
Faltava alguma coisa, era a taipa do fogão.
O tempo foi passando, nós agora acostumou.
Mas também já descobrimos o tanto que nós errou.
Agora chega lá em casa, de noite tá tudo mudo.
De alguns trabalham, á noite outros estudam.
Mas a coisa que é pior é a tal televisão. 
Que saudade que eu tenho lá da taipa do fogão.
nós não sabia as notícias e nem via as novelas,
Não tinha sofá na sala e as roupas eram de flanela.
Mas ficávamos juntinhos, se amando como irmãos.
A família reunida lá na taipa do fogão.
Pe Léo muito contribuiu para que eu aprendesse a "saborear a vida"...


Leninha, as coisas mudam, mas o coração carrega ao longo de nossa existência,  o calor de todos os momentos que vivemos a  partilha do amor.
Que mesmo nessa serra que já começa a ficar mais fria, sinta o calor e a plenitude da vida. Saborei-a.

14 comentários:

Rô... postou o comentário número:

oi Renata,

meu marido é mineiro e trás com ele todo esse sabor da roça,
da comidinha caseira feita no fogão a lenha,
das longas conversas ou proseados...
das reuniões de família,
da fé,
e da importância do amor...

valores hoje tão esquecidos,
mas que aqui em casa continuam sendo fundamentais para nos tornarmos pessoas melhores...

beijinhos

Primaveril no muro postou o comentário número:

Olá, Renata!
Simplesmente adorável.

Grande abraço

Jud postou o comentário número:

Olá querida,
Que espetáculo, como é bom isto tudo, cheirinho de roça!
Beijosss,
jud-artes.

maristela postou o comentário número:

Não sabia que aí no Rio tinha disso também...rs...rs...
Já até morei em casa que tinha fogão a lenha e forno de assar pão. Hoje isso tudo é um verdadeiro LUXO.
Bjs querida

Cleide Ana Rota postou o comentário número:

Querida; que sua semana seja linda! E que seu coração fique sempre aquecido como o de uma família reunida na taipa do fogão... Beijos com carinho.

LaReK postou o comentário número:

Oh, que delícia momentos assim... sempre que vou para o Rio Grande do Sul, onde moram meus tios e primos, fazemos isso tomando chimarrão.

Beijos!

Cleide Ana Rota postou o comentário número:

Oi Re! Espero sua visita para conferir a foto que divulguei do teu blog neste post: http://closetdahelo.blogspot.com/2011/04/promocoes.html

Beijos com carinho.

janeladesonho.blogspot postou o comentário número:

Renata você me alegrou e me emocionou ,
vou te deixando um beijo , e uma abraço com muitas vibrações e vou conhecer a Leninha , deve ser especial para receber um carinho tão bom como esse bjimmm iluminado

Eva postou o comentário número:

Renata vc pode demorar o tempo que for, mas quando aparece o sol se acende mais, tanto carinho, obrigada, vc escreve muito bem e eu viajo na tua fluência, envolve tanto que me senti na roça, reunida numa taipa de fogão, que bela homenagem a seus amigos e que forma encantadora de falar das coisas simples como a reunião em familia e a alegria de estar junto. beijos Renata, volte sempre, um lindo restinho de semana para vc.

Lúcia Bezerra de Paiva postou o comentário número:

Sabe para onde me trasnportei agora, Guidinha?
Pra Juiz de Fora, à casa mineiríssima da Geninha(minha amada amiga Ephigênia, que já "partiu", dessa). É adorável, aqula família!

Ceta vez, fui servi o prato, nas panelas que estavam no fogão e pergunteionde estava o feijão.
Fifi abriu uma panela de "pedra sabão, fumegando e disse: "tá aqui, uái!"...e eu: "ué, mas isso é só caldo!"....ai, paasei a saber que, feijão mineiro, não tem grãos...desmancha tudinho..rsrs.

Bela homenagem à Leninha.
Parabéns, às duas...
Beijos, adoro "isso" aqui...! Tem vida!

Elaine Canha postou o comentário número:

Oi
Obrigada pelas palavras!

Uma coisa no texto me chamou a atenção: a questão da televisão. Nem eu nem meu marido temos o hábito de assistir e procuramos comer juntos à mesa. Espero poder manter esse hábito sempre.

Beijos

Leninha postou o comentário número:

Renata querida,postei um comentário ..que também desapareceu,não sei o que está acontecendo.Só sei dizer que me emocionei demais com o seu texto e com a belíssima homenagem à minha pessoa.Já copiei e colei nos orkuts dos meus netos,já compartilhei no facebook,no gmail e nos meus blogs...espero que vc não leve a mal,mas sou uma sagitariana(espaçosa???como dizem meu filho e meu irmão???)esparramada,acho que este é o termo,pois qdo gosto,gooooosto muuuuuito,não tenho meio termo e tenho que espalhar aos quatro ventos qdo estou feliz...
Mas voltando ao seu recado,sei que as coisas se modificam sempre,mas tbém sei que enquanto existirem pessoas como vc nunca chegarei a sentir o frio desta serra,pois meu coração estará sempre aquecido.
Beijos,Leninha.

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...