Dia de sol na serra...


Um dia maravilhoso de sol. A temperatura deve estar em torno dos 25°C, absolutamente pelos meus cálculos sensoriais, tendo em vista que não consultei termômetro algum, embora tenha um em uma esquina bem próxima daqui onde me encontro. Nesta região onde vivo isto representa para maioria um calor das arábias.
Estou cumprindo o meu ritual de compromissos assumidos comigo mesma, ou seja, fui fazer sobrancelhas, depilação, unhas... Depois passei pelo penoso processo de esperar que secassem, vendo vitrines e agora me sentei em um café, para consumir minha habitual torrada Petrópolis que no inverno é acompanhada de chá, mas que em um dia como o de hoje tem como complemento o meu inseparável suco de laranjas. Quando chego neste café, já me perguntam se é o suco que vou querer...
São 16h10, já vi de tudo por aqui. Uma mulher vestida metade de onça, metade zebra (impossível descrever o animal que esta composição formou), um casal que provavelmente não é da região e deve ter tomado o caminho errado para Groelândia a se levar em consideração os agasalhos que estão vestindo, peruas com medo que este seja o último dia de sol que irá acontecer antes do final dos tempos, então shorts e tops que não podem esperar para serem estreados em Cabo Frio ou Rio das Ostras (cidades litorâneas no RJ frequentadas em peso pelos moradores da região serrana) e alguns outros contrastes convivendo com míseros mortais que se vestiram com roupas mais leves, normais para o dia de hoje e que com isso não chegam a chamar a atenção, pois se misturam entre si, formando a massa humana urbana endêmica da região (a qual me incluo).
Este horário aqui neste café, comumente  tem a frequência da turma da 3ª idade, feliz por estar aposentada e com energia para sair de casa e se encontrar com amigos (a maioria mulheres). Sempre há neste café uma mesa reservada para dez ou doze. Qualquer dia desses uso minha cara de pau de plantão e chego para perguntar se posso me juntar ao grupo... Por enquanto fico na situação de observadora da natureza humana, amando toda esta diversidade.
Olho para o lado e me deparo com lindas meninas branquinhas, que hoje tem a liberdade de colocar as pernocas de fora sem o preconceito que existia no meu tempo de adolescente, onde a ditadura da exigência de peles bronzeadas nos excluíam e classificavam-nos como brancas azedas (o preconceito no Brasil nunca atingiu apenas os negros, isso é história para boi dormir). Que bom não ter tido que fazer terapia por isso, já que sempre fui bem resolvida com o meu corpo.
A pele natural seja ela de que cor for sempre será a meu ver, mais bonita que qualquer uma torrada no sol... O pão é que deve ser torradinho, gente não!
Com licença, minha torrada já chegou...





Esta postagem foi feita na última semana, mas na correria não publiquei...

7 comentários:

Helena Compagno postou o comentário número:

Ai Renata, já estava com saudades de suas crônicas, sempre bem humoradas a observar o mundo. Não perco uma. Às vezes fico um tempão fora, depois apareço e leio todas.
Em minha adolescência fui, muitas vezes, apelidada de branca azeda e nem por isso fiquei revoltada e nem movi processo em cima de ninguém e muito menos precisei fazer terapia. Uns gostam do olho e outros da ramela.
Beijos

Maria Suzete Retti postou o comentário número:

Oi Renata,
vim agradecer sua visita e suas carinhosas palavras e já puxei a cadeira e sentei com para tomar junto um cafezinho e observar ao redor, também gosto de fazer isso, mas ainda não escrevi a respeito.
Se resolver se convidar para sentar com a 3ª idade elas vão ficar muito contentes com certeza. Bjo.

Turquezza postou o comentário número:

Oi Guidinha!
Adorei! Sabe que faço isso? Fico sentadinha tomando um café e observando as pessoas .......
que variedade rsrsr
Também nasci "branca azeda", nunca reclamei, nem processei ninguém, mas um dia viro a casaca e processo, porque é preconceito sim !!!
Beijos fofa!

Rô... postou o comentário número:

oi Re,

ah,amiga sabe que me deu uma pontinha de inveja?
de poder ter um tempinho para no meio da tarde,sentar num café e despreocupadamente,saborear meu delicioso suco de laranja,enquanto meus olhos atentos não perdem nem um detalhe do que acontece a meu redor...
mas meus dias andam tão corridos,
mal tenho tempo de sentar,
mas vamos lá,
quem sabe se nessas voltas que a vida dá,
a gente não senta juntas uma tarde,
para ficar observando tudo juntas...

beijinhos e até lá!

Leninha postou o comentário número:

Oi Renata!!!
Sempre faço isto, pois adoro ver as pessoas passando, mas sempre de dentro do carro, já que em cafés e outros congêneres estou sempre acompanhada,e me divirto muito observando as pessoas.
Quanto à cor da pele, já nasci meio tostadinha e nunca fui objeto de nenhum tipo de preconceito.Mas se o fosse não daria a mínima importância, pode estar certa.
E este tempo, que maluquice, menina! Em Barbacena estava um frio terrível e tivemos que sair como as pessoas que pareciam ir para a Groelândia, citadas por você.
Bjssssss,
Leninha

Elizabeth postou o comentário número:

Que saudade querida, obrigada por visitar meu blog, o seu está lindo de visitar. Bjus
Elizabth

silvioafonso postou o comentário número:

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O cara não sai sem ela.
Vive por ela, mas quando
olha o que ela acha que
não deve, Jesus do céu!
O mundo vem abaixo...

Amanhã, no meu blog.

Espero você.

silvioafonso





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