Lado cômico de uma desavença...


Domingo preguiçoso por aqui, resolvi que teria um dia sem atividades que exigissem muito de mim. Então o programa para hoje seria: não ter hora para me levantar, almoço em família (que já estava completamente organizado e pronto desde o dia anterior), um pouquinho de passeio por esse mundo virtual, preparação de mais umas coisinhas para enfeitar em breve o Natal aqui de casa e no final do dia festinha de aniversário de um fofinho da família. Nada mais foi planejado, pois estou muito cansada (até em função das últimas maluquices faxinais).
O marido como sempre me trouxe o café na cama (meu lado folgado e privilegiado Guidinha de ser, foi premiado por Deus com um marido ímpar), depois me levantei tomei meu banho e sentei aqui na frente da telinha para ler jornais, postagens de alguns blogueiros, passar no facebook (onde aproveitei e conversei um pouquinho com um primo que reside no outro hemisfério)... O marido foi dar uma volta, uma filha foi para missa e a outra mergulhada em um livro. Um pouco mais tarde, a filha que saiu já está de volta e quietinha no canto dela, a outra nesse momento tomando banho e euzinha que resolvi participar de uma brincadeira do Blog Elaine Crochê (aqui) estou a postos com minha agulha e linha preparando uma "flor ventania"... De repente começa uma confusão aqui no edifício. Uma mulher fazendo um escândalo, discutindo com alguém... Não consegui identificar nem mesmo de que direção vinha à coisa, se era do andar de baixo, de cima ou ainda do prédio ao lado. Só sei que a criatura gritava dizendo que nem precisava mandar que ela fosse embora, já estava indo. Brigava com alguém que acredito ser o marido, mas dessa segunda pessoa não se ouvia nada. Foi um show bizarro que começou sem mais nem menos no silêncio do domingo nesse edifício pacato e com poucas unidades. O interfone aqui de casa começa a tocar desesperadamente. Largo depressa o meu "importantíssimo" trabalho de crochê e vou atendê-lo. Não era nada mais que minha mãe (que também é minha vizinha) aflitíssima querendo saber o que estava se passando aqui em casa. Acreditem, ela pensou que o barraco era aqui.  Aqui? Como assim? Acabo de descobrir que minha mãe não tem noção de como vivemos em casa... Esse tempo ruim não faz parte de nosso espetáculo. Acho que o desespero dela ao pensar que a coisa era aqui, foi ouvir a fulana gritando que ia embora... Será que ela pensou que era eu e estaria indo embora para casa dela? Vai ver que era. Ela deve ter pensado que a louca barraqueira aportaria por lá. Só sei que assim que atendi ao interfone e disse a minha mãe que minha casa estava na mesma paz de sempre e que a coisa vinha de outro canto qualquer, a confusão terminou e uma pessoa saiu pelo portão... Imaginem se alguém ouviu minha mãe querendo saber o que estava acontecendo aqui e associar isso ao final da confusão... Pronto, vou ficar com fama de vizinha barraqueira...
Estamos todos rindo até agora, não com a desavença ocorrida, mas com o desespero de minha mãe... Isso é que dá querer ficar quietinha no canto fazendo crochê, ainda por cima uma florzinha chamada ventania... 

Tenho que explicar a minha mãe que o nosso ritmo aqui é...

Eu quero apenas (Roberto Carlos)

Eu quero apenas olhar os campos,
Eu quero apenas cantar meu canto,
Eu só não quero cantar sozinho,
Eu quero um coro de passarinho,
Quero levar o meu canto amigo,
A qualquer amigo que precisar.

Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar

Eu quero apenas um vento forte,
Levar meu barco no rumo norte
E no caminho o que eu pescar
Quero dividir quando lá chegar
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar...

Eu quero crer na paz do futuro,
Eu quero ter um quintal sem muro
Quero meu filho pisando firme,
Cantando alto, sorrindo livre
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar...

Eu quero amor decidindo a vida,
Sentir a força da mão amiga
O meu irmão com sorriso aberto,
Se ele chorar quero estar por perto
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar...

Venha comigo olhar os campos,
Cante comigo também meu canto
Eu só não quero cantar sozinho,
Eu quero um coro de passarinhos
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar...


Mãe acredite em sua força, aprendi o que você ensinou... 


                    Além de mim, há outras flores do jardim de minha mãe...rsrs

8 comentários:

Rô... postou o comentário número:

oi Re,

acho que as mães as vezes são surpreendidas por uma amnésia relâmpago,
ou por uma falta de confiança temporária,
porque esquecemos mesmo de tudo que ensinamos,de quanto nos esforçamos e demos bons exemplos...
acho que são coisas de mãe,
mas tenho certeza que a sua ainda vai lembrar,
das lindas mudinhas que plantou nesse jardim da vida...
eu quero ser sempre uma amiga nesse um milhão de amigos que você tem...

beijinhos

Turquezza postou o comentário número:

Ri muito rsrsrsrsrrs
Acontece cda uma, né?
Beijos querida e uma ótima semana.

maristela postou o comentário número:

Como pode né? Uma mãe ter um pensamento tão maluco desses...Estou falando não da sua mãe, mas da minha que de vez em quando também tem umas...
O jeito é rir. E voltando ao "escandalo", é impressionante como a barraqueira tem que montar o circo né? Ñão dá pra ir embora em silêncio não?
Bjs

Lourdes Fiedler postou o comentário número:

Oiiiii!!!!!!
Mas toda mãe é assim, Guidinha!...rs, fica inquieta e preocupada quando os filhotes saem do alcance de sua visão.


Quem sabe um dia você também não estará cuidando de um bichinho, não é?
Eu acho que tudo tem o seu momento, quando meus filhos eram pequenos, eu nem pensava em ter animais.
Já imaginou cuidar de cachorro e mais duas crianças dentro de um ap? pra mim não rolava.
Esses seres maravilhosos merecem todo o nosso cuidado.
Depois dos filhos criados e trabalhando fora, aí sim eu tinha tempo e queria um bichinho pra cuidar.
Um forte abraço.

Sílvia postou o comentário número:

Puxa Renata amei esse post, li todinho desde o café na cama( queria meu marido assim) até a afliçao da mãe, ri um bocado, mas emfim seu domingo foi ótimo,te desejo um feliz final de semana.
Bjs.
Silvia.

Leninha postou o comentário número:

Minha querida Renata,

Já em casa, após o fim de semana em Minas,onde fomos comemorar o aniversário de meu neto mais velho...e deparo com esta deliciosa crônica que me fez rir bastante, também não da confusão das suas vizinhas, mas da confusão na cabeça de sua pobre mãe, achando que o "barraco" era em sua casa...mãe é preocupada mesmo, não adianta, pensamos as coisas mais mirabolantes, apesar de conhecermos os filhos...você ainda é jovem, um dia chega lá.

Bjsssssss,
Leninha

Mariana Leal postou o comentário número:

Olá querida, já estou seguindo seu blog, que é muito charmoso viu?


Convido você e suas leitoras a conhecer o meu:


toobege.blogspot.com


Beijinhos e tenha uma ótima semana!

Helena Compagno postou o comentário número:

Renata, estou preocupada com sua doideira. Tenha calma.
Olha, quando escrevi aquele post pensei mesmo em você, acredita? Ah, tem gente que é sem noção. Recebi um comentário de uma fulana, uma gentalha, com certeza, pois usou uns termos tão chulos porque eu cobro para as pessoas não alunas a manusear a overlock Janome, que tem 4 fios e cada fio tem seu caminho sinuoso. Se errar uma curva, f... tudo. A loja cobra 150,00 e eu cobro 50,00! Fico aqui, com a maior paciência ensinando, gasto quase toda a minha manhã. Vou dar de graça? dá doi, como diziam antigamente. Hoje acho que não doi mais com o avanço da medicina (hehe).
Beijos

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